quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

NOSSA MISSÃO

A Unidade Pedro Álvares Cabral tem como missão proporcionar aos alunos um ensino de qualidade com compromisso, para que tenha atuação crítica participativa na sociedade, num ambiente criativo, inovador e de respeito ao próximo.


NOSSOS VALORES

* Criatividade
* Respeito às pessoas
* Participação
* Compromisso

NOSSA VISÃO DE FUTURO

Realizaremos nosso trabalho de maneira eficaz com qualidade e respeitando nossos alunos, pais, comunidade e equipe da escola atendendo com compromisso, participação e criatividade a todos que buscarem nossos serviços.

NOSSOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS

* Elevar o desempenho
* Modernizar a gestão de escola
* Favorecer a integração família x escola

sábado, 9 de janeiro de 2010

PSICOGÊNESE DA LÍNGUA ESCRITA E A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS


Inter-relação entre a Psicogênese da Língua
Escrita e a Língua Brasileira de Sinais
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Conforme a literatura especializada, o surdo não possui comprometimento mental que o impossibilite construir conhecimentos a partir dos elementos que a realidade lhe oferece ao utilizar a língua de sinais.
Dessa forma, a adoção da Língua Brasileira de Sinais e dos procedimentos construtivo-interacionistas é exitosa na educação de surdos, uma vez que esta crianças chegam à escola aos cinco, seis anos ou mais, apresentando ausência, ou um repertório reduzido, de linguagem oral. A forma de comunicação natural utilizada por estas crianças é a Língua Brasileira de Sinais. Através dela, pode-se evidenciar uma série de conhecimentos adquiridos no meio social onde estão inseridos, que são demonstrados pelas seguintes categorias de sinais:
• Sinais Demonstrativos ou Indicativos: são os primeiros a aparecer e os mais simples e comuns. A criança indica ou aponta o que quer expressar;
• Sinais Representativos ou Imitativos: surgem da capacidade imitativa da criança. Os mais simples são os movimentos cotidianos de escrever, comer, dormir, chorar;
• Sinais Simbólicos: utilizados para a expressão de idéias por meio de sinais convencionais. Ex.: aceno de mão para dizer adeus, a movimentação da cabeça para dizer “sim” ou “não”, o sinal da cruz.
Quando os alunos se despertam para a função social da escrita para a função social da escrita, dado o seu contato constante com as representações gráficas, como jornais, letreiros de ônibus, rótulos de vários produtos, out-doors, nomes próprios, livros, anotações no caderno, no quadro de giz e revistas, percebe-se nos surdos, a intenção de transcrever os sinais. Neste momento, caracteriza-se, para eles, a fase pré-silábica, identificada por:
- Escritas Indiferenciadas: séries iguais de grafias, independentemente do tipo de estímulo;
- Escritas Diferenciadas: a escrita apresenta uma série diferente de símbolos, respondendo à diferença de estímulos. A diferenciação é realizada através da variação dos sinais gráficos, na quantidade ou na posição.
Devido à falta da linguagem oral, dada a ausência de estímulos auditivos, faz-se necessária a intensificação das atividades de complementação curricular específica, considerando-se, principalmente, a Língua Brasileira de Sinais, meio importantíssimo para se chegar ao mundo da pessoa surda, seus sentimentos, suas conclusões a respeito do meio que a cerca, suas hipóteses a respeito da linguagem escrita, servindo como forma de interrelação, de diálogo entre os surdos e os ouvintes.
Outra forma importante de comunicação utilizada neste método é o alfabeto dactilológico, também denominado digital ou manual, que apresenta uma posição da mão para cada letra do alfabeto e também para os numerais. Este tipo de linguagem não é natural, (precisa ser aprendida), mas constitui um meio excelente para pôr o surdo em contato, desde cedo, com a leitura e a escrita de qualquer palavra sem seleção ou ordenação de fonemas, funcionando como mais um reforço ideográfico.
Paralelamente ao uso da Língua Brasileira de Sinais e do alfabeto dactilológico, é imprescindível que se trabalhe a Língua Portuguesa, por meio da leitura orofacial para possibilitar a identificação dos fonemas, sílabas, palavras, frases e expressões emitidas de forma oral e através do treinamento fonoarticulatório, meio de exercitação dos órgãos úteis à produção da fala.
Com relação aos estágios de desenvolvimento da escrita, a criança surda apresenta-os da mesma forma que as crianças ouvintes, necessitando apenas da adequação das informações, para prosseguir com suas hipóteses e conflitos., a fim de evoluir e atingir a aprendizagem da escrita.
5.2.1. A Criança Surda e os Níveis de Desenvolvimento da Escrita
Como ocorre com crianças ouvintes no nível pré-silábico, a criança surda não estabelece relação entre a pronuncia e a escrita. As características básicas deste período são a distinção entre o desenho e a escrita em relação ao tamanho do objeto, ou do animal, utilizando, para tanto, símbolos próprios ou letras, as mais familiares como as do próprio nome ou nomes de pessoas que admira. Com o uso do alfabeto dactilológico este nível se enriquece
A didática específica para esse nível deve fundamentar-se na necessidade do educando presenciar as diversas formas de escrita das palavras dos vários tipos de letras, e da associação entre a representação gestual e dos objetos e a escrita dactilológica.
As atividades devem ser pautadas em primeiro lugar na necessidade de entendimento da importância da escrita. Para tanto, convém despertar nos educandos surdos indagações como:
- O que se lê?
- Onde se lê, nos desenhos ou na escrita?
- Para que serve a leitura?
- É importante aprender a ler e escrever? Por quê?
- Por que precisamos escrever os nossos nomes nas colagens, exercícios e cadernos?
- Por que a escola é importante?
Vale ressaltar que essas perguntas, como todo diálogo realizado na escola, devem ser feitos através da Língua Brasileira de Sinais, num ambiente que forneça subsídios para a reflexão sobre as indagações citadas acima, como:
- distribuição, na sala de aula, de livros de estórias, revistas, jornais e rótulos de vários produtos, de maneira prática para que os alunos possam manuseá-los quando desejarem;
- etiquetagem de todos os da sala de aula;
- utilização de crachás pelos alunos e professores com os nomes escritos nas diversas formas gráficas;
- disposição na sala de aula de alfabetos móveis, nas diversas formas (cursiva, script, imprensa, maiúsculo e minúsculo) numerais móveis, papel, lápis, canetas, gravuras, cola e tinta;
- leitura e dramatização de estórias;
- troca de bilhetes e cartas entre professores e professores; professores e pais; professores e alunos; professores e visitantes; alunos e visitantes; alunos e visitantes; alunos e alunos;
- registro de datas, fatos, estórias, observações, recados e avisos no quadro, caderno, cartaz, álbum seriado, mural, etc.
Durante a execução dessas atividades, faz-se necessária a manutenção de um clima saudável e amistoso, ficando o professor na condição de animador e provocador de conflitos cognitivos, recorrendo sempre a atividades lúdicas para que o aluno não se sinta pressionado e “obrigado” a aprender, mas percebendo-se como peça vital do processo construtivo de aprendizagem.
As atividades para este nível deve levar o aluno a observar:
- a variação da quantidade de letras para a formação de nomes diferentes;
- predominância de certas letras (vogais) em todos os nomes e palavras;
- a distinção entre letras e numerais, uma vez que estes não entram na composição de palavras;
- a distinção entre letras e numerais, uma vez que estes não entram na composição de palavras.
Nos níveis silábico e silábico-alfabético, o educando surdo associa a emissão oral à escrita, através da leitura orofacial e do ritmo, criando hipóteses e contradições acerca da escrita silábica e a quantidade de letras. A necessidade de ordenação das letras deriva das informações orofaciais, táteis e cinestésicas. Neste período, a escrita pode se apresentar como no exemplo abaixo:
Ex: para PIPOCA
IOA para PIPOCA
PIPCA para PIPOCA
Vale ressaltar que o reconhecimento das letras e a associação de fonemas com grafemas depende do treinamento fonoarticulatório, do treinamento auditivo e da leitura orofacial, que devem ocorrer durante toda a educação do surdo que pretende aprender a modalidade oral da Língua Portuguesa.
Para a evolução desse nível de aprendizagem da escrita, o professor deve providenciar atividades que possibilitem a análise silábica das palavras. Nesse estágio de desenvolvimento, o educando surdo deve ser orientado para observar a expressão facial de quem fala, efetuando a identificação das sílabas e fonemas pela leitura orofacial.
A partir da criatividade do professor e do seu entendimento sobre o nível de aprendizagem do aluno, as atividades propostas devem possibilitar as correspondências entre as letras e os fonemas com os quais se formam as palavras.
No nível alfabético, após a vivência das experiências anteriores nas construção da aprendizagem da escrita, o educando surdo pode chegar à conclusão de que cada um dos caracteres da escrita da escrita corresponde a valores sonoros menores que a sílaba e pode realizar sistematicamente a análise fonoarticulatória dos fonemas nas palavras que deseja escrever, por vezes deparando-se com dificuldades ortográficas que são resolvidas a partir do conflito entre o modelo de escrita fornecido pelo professor e as suas próprias composições.
Dessa forma, as atividades de introdução das famílias silábicas podem ser pautadas na correspondência é estabelecida pela leitura orofacial e pela análise fonoarticulatória que favorece a estimulação do aparelho fonador, conseqüentemente, possibilitando a emissão oral.
Convém observar que as palavras escolhidas em todas as atividades devem fazer parte do universo cultural dos alunos, sendo retiradas dos temas geradores, escolhidos entre alunos e professores. Deve o professor estar consciente dos princípios que embasam a teoria construtivista e ficar atento às características dos níveis evolutivos da aprendizagem da escrita, a fim de selecionar as atividades adequadas às etapas desse processo, complementando-as com materiais concretos, de forma lúdica, abrangendo a escrita e a produção individual e coletiva do texto.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO DIGITAL

Educação digital


Há alguns anos, o computador era considerado um equipamento sofisticado. Atualmente ele faz parte de nossa vida cotidiana. Está presente nos vários setores da atividade humana, como no comércio, na indústria, nas operações bancárias, nas escolas, no lazer e diversão.

Embora o computador faça parte do dia-a-dia dos nossos afazeres, ainda é visto por alguns como uma máquina misteriosa, capaz de provocar fascínio em uns e receio em outros.

Até pouco tempo atrás para desenvolver o trabalho em sala de aula o professor dispunha de apenas alguns recursos didáticos como o quadro de giz e outros meios audiovisuais. Hoje em dia o uso do computador no processo pedagógico é uma ferramenta que veio melhorar o processo Ensino-aprendizagem.

Hoje com a implementação da Educação Digital nas escolas teremos inúmeras possibilidades de utilizar pedagogicamente as ferramentas e aplicativos para desenvolvermos uma aula diferente, desenvolvendo uma oficina digital ou outras atividades como: produzir bilhetes, textos, panfletos, cartões de aniversários, poesias, assistir vídeos, pesquisar, elaborar jornais, criar desenhos e se comunicar com o mundo desenvolvendo assim suas competências e habilidades.

REFLEXÃO

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana (escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e falecido em 05/05/1994 )

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010